
Vida minha, assim. Vida bela...
Cheia de altos difíceis, e repleta de baixos.
Pois bem, comecei escrever esse texto,
como normalmente escrevemos.
Como Lua, como vento, e como
se existisse um “normalmente”,
para se escrever um texto assim, como esse,
que fala tanto de dor.
Comecei escrevendo isso ou aquilo outro. Meio sem sentido.
Comecei, como se começa: Falando do certo e do errado.
Mas com muita dificuldade.
Nem a cor de fundo da tela, eu consegui mudar.
Pensei comigo, estou precisando ter calma.
De muita calma.
Na verdade, esse texto, penso que foi feito
egoisticamente, para eu tentar entender algumas coisas.
Um momento particular, num instante de reflexão (e dor).
Expectativa, cautela, frio e calor.
Alguns flashes de alegria, loucura e poesia.
São momentos meus... De sentido e sentimento.
E hoje, depois de tudo e depois de muito,
penso que algo me falta.
Me falta paciência, mas graças a Deus eu tenho Cazuza.
Hoje não tenho grande esperança, mas tenho poesia.
Hoje, depois da dor, tenho um pouco mais de magia.
Um pouco mais de alegria e algum encantamento.
Hoje, minha aflição não é tanta e me possibilita viver.
E de novo, graças a Deus, acontecer.
Hoje, eu tenho uma noite linda em minha janela.
Tenho uma família maravilhosa indo se deitar.
E um cachorro que me ama.
Que mais posso querer?
Viver em paz, realmente, seria querer demais.
Um beijo grande,
Maü Cardoso.